sábado, 26 de outubro de 2019

Black Alien

Gustavo de Almeida Ribeiro (São Gonçalo, 7 de junho de 1972), mais conhecido pelo seu nome artístico Black Alien, é um rapper, cantor e compositor brasileiro. GusBlack Alien subiu em um palco pela primeira vez em 1993, e desde então desenvolve uma trajetória de participações com artistas dos mais variados gêneros, como Os Paralamas do Sucesso, Forfun, Fernanda Abreu, Raimundos, Banda Black Rio, Pavilhão 9, Marcelinho da Lua, Dead Fish, Sabotage, entre outros. Integrou o Planet Hemp, grupo do qual também fazia parte Marcelo D2, e fundou o grupo Reggae B, em parceria com o baixista Bi Ribeiro, dos Paralamas do Sucesso. Black Alien lançou seu primeiro álbum solo pela Deckdisc em 2004: Babylon by Gus – Vol. 1: O Ano do Macaco. O título do álbum é uma referência ao disco Babylon by Bus de Bob Marley. Em 2006, uma versão remixada de sua conhecida "Quem Que Caguetou" foi trazida pelo DJ Fatboy Slim em seu álbum Fala aí!. Em 2007, o diretor de cinema Ton Gadioli começa a rodar o documentário Mr. Niterói - A Lírica Bereta, sobre sua vida, mesmo ano em que Black Alien raspou seus dreadlocks, numa mudança de visual inesperada.

Mais recentemente, Black Alien realizou um show com o rapper carioca De Leve em São Paulo, no Sesc Pinheiros. Sendo que cantaram várias músicas conhecidas, incluindo clássicos do Underground hip hop Brasileiro.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Face da Morte

Face da Morte é um grupo de Rap e Hip Hop brasileiro criado em 1995, na cidade de Hortolândia, interior de São Paulo. O grupo é formado por três integrantes: Aliado G (vocal), Mano ED (vocal) e Viola (DJ), onde o último é responsável por toda a parte musical dos shows, com mixagens, colagens e screcths ao vivo.

O grupo foi formado em 1995 a partir da desistência de outros grupos, todos com grande bagagem no movimento Hip Hop. Graças ao seu sucesso, hoje o grupo faz 12 Shows por mês, por todo o interior de SP e Capital, inclusive representando o rap em eventos como as Conexões da 105,1 FM que reúnem os maiores nomes do cenário musical, com públicos de 8.000 pessoas em média. A vendagem expressiva dos dois primeiros álbuns, chamou a atenção de gravadoras e distribuidoras, foi quando o selo Face da Morte Produções assinou distribuição com a RDS. Hoje os CD’s são encontrados em todo o Brasil e alguns paises do Mercosul, Europa e Ásia.

Em 1995 foi lançado o 1º álbum do grupo Face da Morte com o título Meu Respeito Eu Não Enrolo Numa Seda, onde se destacaram as músicas Carruagem da Morte e Quatro Manos, que se revezaram por 60 dias em 1º lugar na parada do programa MISTER RAP (rede CBS) projetando o grupo no cenário do Rap Nacional e alcançando a marca de 15.000 cópias só no ano de 1996.

A solidificação do grupo se concretizou em 1998 quando foi lançado o álbum Quadrilha da Morte onde se destacaram as faixas: O Crime, A Carta e o hit A Vingança que se manteve por 200 dias entre as 10 mais da 105,1 FM (Rádio de SP). O álbum contou ainda com a regravação de Carruagem da Morte e uma versão de Quatro Manos. O sucesso nas FMs se traduziu em vendagem que ultrapassou a marca de 30.000 cópias (Totalmente Independente). O terceiro trabalho do grupo lançado em 1999, intitulado O Crime do Raciocínio veio altamente crítico, abordando a mídia, política, polícia, e crise social em geral. Foi lançado em Dezembro de 1999 e ultrapassou a marca das 45.000 cópias já no primeiro mês [carece de fontes?, alcançando com isso, a posição de CD mais vendido do Rap Nacional no 1º trimestre de 2000. Tem como destaque as músicas: Televisão (Conta com a participação de GOG), Tático Cinza (Conta com a participação de Douglas do Realidade Cruel) e o grande sucesso, que arrebentou nas rádios, Bomba H.

RZO

RZO também teve sua origem na periferia da zona Oeste, no distrito de Pirituba, três paradas a partir da mesma Barra Funda pela linha A, e veio com um som que era com certeza influenciado pela postura e balanço dos Racionais (notadamente no som Paz Interior).
Além disso, com Mano Brown & cia. o RZO admitia admiração pelo rap estadunidense – neste caso, a principal fonte era a organização sonora nova iorquina Wu-Tang Clan.
Como os estadunidenses o grupo incluía muita gente, cada qual com suas levadas próprias, cada um encarnado num personagem.
Como os estadunidenses, o grupo serviu de escola e plataforma para muitos outros grupos e artistas, como Sabotage, cuja carreira meteórica terminou com seu assassinato em 2003. Segundo Tom, do Função RHK, o grupo “abriu as portas da Z/O.
O RZO deu a oportunidade pra vários manos colarem e assistirem aos ensaios deles, pra vários manos colando em shows, tipo igual eu, o DBS, o próprio Sabotage, e ali foi uma escola, porque você ensaiar com menino Helião e Sandrão, os cara são foda, os caras tem uma fórmula ‘monstra’ do rap.”

O balanço da Rapaziada da Zona Oeste rap abriu um universo amplo de composição, com canções sobre trânsito, boemia ou até mesmo sobre chuva.
As letras mantinham a perspectiva de orgulho favelado, mas fugiam das narrativas lineares dos discursos ou contos, eram muito parecidas com fluxos de consciência, entremeadas por gírias e onomatopéias, muita cantoria masculina e feminina e uma profusão de estrofes repetidas como pequenos refrões. Importante também é que o RZO fazia isso sob a perspectiva boêmia, dos Loucos. Dos periféricos orgulhosos, que curtem as baladas nas biroscas e na rua, e chapam sempre prezando o respeito, a consideração - uma versão hip hop dos malucos beleza, contra cultura total.
Essa figura pode soar caricata se você nunca foi botequeiro, mas aí eu só lamento.
O espírito está retratado nas incontáveis colaborações com outros artistas e nos dois discos do grupo, Todos São Manos (1999), lançado pelo selo dos Racionais Mc’s, e Evolução é Uma Coisa (2003), que saiu pelo Festa Brava, selo próprio, com distribuição da TNT Records.
 É desse disco que vêm os versos: “é no barraco do Fumaça vários mano ali com nóis / escutando um Jorge Ben, um Wu-Tang Clan, um Racionais / doido demais, cachaça rola, quando não baseado, alucinado saco de cola / não me envergonho, quem me conhece prova, eu não escondo / pois eu acho assim, minha vivência trouxe ponto e vou além também /mas não muito pois pressinto a lei / respeito, aprendi com os mais velhos do peito no ganha pão / colei com Véio Badu, picadilha de responsa é sem flagrante, assim que é” (Rolê na Vila).
Do universo coletivo do RZO, onde levadas vocais diferentes das encontradas no cenário nacional são de importância vital, vem o termo constante nas rimas e importante pra equação que tento montar aqui: bom som. Muito ainda deve ser falado sobre o RZO, que após uma breve pausa voltam a por em prática a fórmula "monstra" de fazer rap. Fiquem ligados para o novo trabalho do RZO.
Vale conferir os trabalhos solos do Sandrão, do DJ CIA, do Helião e da Negra Li. Vale tambem procurar pelo "Bang Loko" com Mano Brown, Ice Blue, Helião e Sandrão.

domingo, 21 de janeiro de 2018

RPW

RPW foi um grupo de rap brasileiro formado na cidade de São Paulo em 1991, é considerado o primeiro grupo nacional a introduzir o Stage diving em shows de rap no Brasil.
RPW é a inicial dos nomes de seus respectivos integrantes, Rubia, Paul e W-Yo.
O grupo ganhou notoriedade no cenário do rap nacional com o single Pule ou Empurre, lançado em vinil no ano de 1994, produzido por Fábio Macari e Dj Paul.
 Pule ou Empurre é considerado o primeiro registro oficial dentro do estilo de rap Bate Cabeça, popular até os dias de hoje na Cultura Hip Hop brasileira.
Com a rápida ascensão do RPW e o sucesso do single, o estilo dominou os bailes black de São Paulo na época, tornando-se, assim, uma grande referência e influência para outros artistas, a exemplo da dupla Emicida e Criolo, que homenageia o grupo em seus shows cantando o hit Pule ou Empurre, entre outros clássicos do Rap Nacional.
 O RPW também foi um dos primeiros grupos do rap brasileiro a ter um videoclipe na programação da antiga MTV Brasil.
Lançou durante sua carreira, 3 álbuns de estúdio, 1 ao vivo e 1 DVD documentário de 20 anos via edital Proac, também fez grandes shows como o Festival 300 anos de Zumbi que aconteceu no Vale do Anhangabaú em 1995, com cobertura da MTV Brasil, e na festa de pré-lançamento do clássico álbum Sobrevivendo no Inferno dos Racionais MC's no ano de 1997.
Fim das atividades
No final de 2016 foi publicada uma nota no perfil oficial do grupo no facebook, anunciando o fim das atividades, depois de 25 anos de carreira. Na ocasião W-Yo, disse que foi pego de surpresa em entrevista à Revista Tribo Skate:
“Motivos pessoais, outros rumos e, na real, rolou mais da parte da Rubia e do DJ Paul isso. Fui pego de surpresa. Quando soltamos a nota, eu li três comentários pra lágrima descer. Neste fim de semana lerei e agradecerei a todos.”
Discografia
RPW - 12” (1994)
RPW - Está na área (1996)
RPW – Ao Vivo (1997)
RPW – A Luta continua, o real Bate Cabeça (2000)
RPW – Talento não morre, Recicla! (2006)
RPW – 20 Anos DVD/CD (2012)
Integrantes
Rubia Fraga - vocal
W-Yo - vocal
DJ Paul - DJ
 

MV Bill

Nascido e criado na comunidade carioca Cidade de Deus (onde vive até os dias de hoje) Alex Pereira Barbosa deu uma guinada em sua vida após assistir na adolescência ao filme “As Cores da Violência”.
Além de retratar bem a situação de violência do local em que vivia, Bill, como era conhecido, se identificou bastante com a trilha sonora da película, composta pelo rapper Ice T.

Anos mais tarde, já estava infiltrado na cultura hip-hop e começou a fazer Rap. Ao invés de adotar a tradicional alcunha de ‘MC’, resolveu colocar à frente de seu nome artístico a sigla ‘MV’, de Mensageiro da Verdade.

MV Bill debutou na carreira musical com a participação, à época com grupo Geração Futuro, na coletânea “Tiro Inicial” – responsável por revelar outros nomes à cena do rap carioca, como Gabriel O Pensador e Filhos do Gueto.

Seu primeiro registro solo veio em 1998, com “CDD Mandando Fechado”, pelo selo Zâmbia. O disco veio a ser relançado um ano depois, pela Natasha Records com distribuição da ‘major’ BMG, re-intitulado como “Traficando Informação” e contendo faixas adicionais.

Com seu Rap de letras fortes e politizadas, MV Bill causou polêmica com o clipe da faixa “Soldado do Morro”, em que traficantes reais apareciam encapuzados e armados. Outro ponto polêmico veio com sua apresentação no Free Jazz Festival, quando, no final do show, mostrou-se com uma pistola na cintura.

O segundo disco foi lançado em 2002. “Declaração de Guerra” é outro manifesto social em forma de rimas e ritmos, mas mais elaborado musicalmente. Várias são as referências à MPB nesse trabalho, além de experimentos com orquestra, naipe de metais, percussão e participações especiais.

Em meados de 2006, veio “Falcão: O Bagulho é Doido”, inspirado nas visitas do rapper a favelas de várias partes do Brasil e seu contato com jovens destes lugares. O disco é a parte musical que dá fim à tríade composta ainda pelo documentário “Falcão: Meninos do Tráfico” e o livro de mesmo nome, escrito em parceria com Celso Athayde – com quem escreveu um ano antes “Cabeça de Porco”.

Além do lado musical, o lado ativista e social de MV Bill é marcante. Foi um dos fundadores da ONG Central Única das Favelas (CUFA), que através do conceito do movimento Hip Hop, desenvolve projetos sociais e culturais nas comunidades carentes.

Entre alguns prêmios pelo seu trabalho, foi eleito em 2003 um dos rappers mais politizados dos últimos dez anos pela Unesco, e em 2004 foi tido como destaque do ano de pelo seu trabalho na área de desenvolvimento social junto à juventude.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Doctors Mc's

Smokey Dee, Mc'A , e Dog Jay, montam um dos maiores grupos de rap do país, o Doctors Mc's. No final dos anos 80, eles se reuniam na estação São Bento do Metrô, no centro de São Paulo, onde surgiram a nata do movimento hip hop, entre eles; Racionais Mc's e a dupla; Thaíde & Dj Hum, até mesmo, Gabriel O Pensador, em início de carreira, quando veio conferir a movimentação dos rappers e dançarinos de break de São Bento. Nessa época já faziam muitos shows por toda a cidade, pois o hip hop estava nascendo e o rap ainda era uma novidade, criando um estilo próprio o grupo se destacou entre os outros, que também surgiam naquela época. Mas não era todo mundo que entendia a opção musical e social do trio, a dificuldade para tocar em algumas casas noturnas não enfraqueceram o propósito do grupo. Tornaram-se famosos e conhecidos na divulgação do Hip Hop nacional, rolando no circuito underground, com dificuldade, mas conseguiram, com suas letras positivas, informativas e divertidas, cativaram todo um publico carente de boa musica.

Que foi instituída apenas em 1994, com o lançamento de "Para Quem Quiser Ver", pela Gravadora Kaskatas, produzido por 'Mad Zoo' e repleto de influências e samples de jazz, álbum que caiu na graça do 'US3' (grupo do Acid Jazz britânico que estourou com o hit 'Cantaloop') e do rapper americano 'Guru'. Quando estiveram no Brasil, em 1994, ambos rasgaram elogios para a sofisticação sonora do Doctors Mc's. logo depois ,lançaram “ Agora a casa cai “ também pela Gravadora Kaskatás, produção em conjunto com o goiano “Mardem JAM”, chegou às lojas em 1998. Puxado pelo “ Hit “, Tik-Tak, usando como música incidental, um trecho de “ “linha do horizonte”, do grupo Azymuth, musica de bastante sucesso nos anos 70, o disco vendeu 70.000 cópias, um número bastante significativo na indústria Rap paulistana. Em 2000 lançaram o mais produzido disco na história do grupo, o; “Mallokeragem zona leste”, simplesmente um dos melhores álbuns de Rap de todos os tempos, produzido pelo renomado Dudu Marote, tendo a masterização por conta de Tom Coyne, responsável por obras do bando nova-iorquino Wu-Tang Clan e Busta Rhymes entre outros astros do Rap norte americano. Algumas das canções do Doctor Mc..s, tem influências de Cypress Hill e Wu-Tang Clan, grupos adorados pelos "batedores de cabeça" paulistanos (aliás, quando esteve recentemente no Brasil , o rapper Raeknow, do Wu-Tang Clan, elogiou o peso da faixa ; “ U.B.C “, do disco Malokeragem Zona leste ). 2.008 , o Doctor mcs completa 20 anos de hip hop DOCTOR MCS ( 1988/ 2008- 20 anos de hipo hop )!

GOG

Genival Oliveira Gonçalves (Sobradinho, Brasil, 1965), mais conhecido como GOG, é um rapper e escritor brasileiro.
Foi um dos pioneiros do movimento rap em Brasília. Desde o início da carreira, ganhou a alcunha de Poeta. Seu mais recente trabalho é o DVD Cartão Postal Bomba!, lançado em fevereiro de 2009. Seu primeiro disco de carreira foi gravado no ano de 1992.
Genival nasceu em Sobradinho, Distrito Federal, em 1965, tendo se mudado em 1973 para Guará, Cidade Satélite de Brasília, onde residiu até 1991.
Foi nessa cidade na qual iniciou os trabalhos com rap: o convívio com os primos mais velhos amantes da black music, os vinils e o toca-discos de seu pai foram peças importantes. Sua primeira participação em um grupo foi o Grupo de Dança "Magrello's Pop Funk", que daria origem ao grupo de rap "Os Magrello's, além da iniciação no break, a chegada ao rap e, consequentemente, a faculdade.
No final dos anos 80, em Brasília, o "Movimento hip hop" começou a crescer graduamente, mesmo independente de outros estados.
 Genival adota o pseudônimo GOG - que significa a inicial de seu nome completo e inicia sua carreira artística. A dupla paulista Thaíde e DJ Hum se apresentou no Distrito Federal pela primeira vez em 1989 e iniciou-se ali um intercâmbio entre os estados.
No ano de 1990, GOG recebe o convite do DJ Leandronik para participar da coletânea "Rap Ataca", do selo Kaskata's, onde grava a música "A Vida", o que seria sua primeira gravação oficial. Em 1992, GOG, em parceria com o selo de rap Discovery lança o compilado "Peso Pesado" e seu nome passa a ser projetado pelo país. no ano seguinte, o cantor lança o selo independente "Só Balanço", para apresentar seus trabalhos e dar oportunidades a novos talentos, diante das dificuldades enfrentadas pelo mercado musical. O primeiro projeto foi o LP "Vamos Apagá-los... Com o Nosso Raciocínio", de sua autoria.
A "Só Balanço" a partir do ano de 1996 se torna loja de discos e mais tarde estúdio de gravação, dentro do projeto de auto-gestão, objetivo principal de sua criação.
Por todo o Brasil, acontecem apresentações e suas músicas são executadas nas rádios, inclusive nas comunitárias. Suas idéias e letras se propagam, sendo GOG chamado também por "Poeta do Rap Nacional".
De 1994 a 2000 são lançados mais quatro discos: "Dia-a-Dia da Periferia", "Prepare-se!", "Das Trevas à Luz" e "CPI da Favela".
Várias músicas desses álbuns foram divulgadas nas periferias do Brasil. O músico também gravou videoclipes, no caso das versões de "Periferia Segue Sangrando" e "Matemática na Prática", onde recebe o "Prêmio Porte Ilegal" como melhor letrista do rap do país.
Em 1999, a "Só Balanço" lança "GOG Convida", sendo a primeira coletânea de rap do Distrito Federal, e "Familia G.O.G - Fábrica da Vida" com proposta de ceder espaços para novos artistas, com intuito de fortalecer a continuidade do Movimento Hip hop na cidade, o qual originou o grupo Viela 17. O próximo álbum, "Tarja Preta" é lançado em 2004 e recebe o Prêmio Hutúz de melhor disco do ano.
Em 2005, GOG é convidado pela banda de reggae Natiruts a participar no CD "Nossa Missão".
Ele e Alexandre, apresentam ao público a comentada faixa "Quem Planta o Preconceito?", que também contou com um videoclipe. A parceria continuou e em 2008 os dois participaram no CD do grupo A Família, A Família - Mais Romântico.
No ano seguinte, participa do "Acústico MTV" de Lenine. Ele apresenta-se ao lado do artista da MPB interpretando a faixa "Eu e Lenine (A Ponte)".
Nesse mesmo ano, GOG grava o CD "Aviso às Gerações" que traz participações dos cantores Rapadura e de Lindomar 3L, ambos aclamados pela mídia como duas novas revelações do Hip Hop nacional. Ainda em 2006, "O Poeta" é convidado por KL Jay para participar da gravação do CD "Rotação 33, Fita Mixada".
Em 2007, GOG grava seu primeiro DVD "Cartão Postal Bomba!" cujo lançamento aconteceu em 2009. Destacam-se as participações de Lenine, Maria Rita, Gerson King Combo, Paulo Diniz, Mascoty, Isaías Jr, Nego Dé, entre outros. O formato da apresentação é inovador: GOG grava vários de seus hits acompanhado pela banda MPB Black.
Gog recebe os prêmios Hutúz (quatro categorias) pelo CD "Aviso às Gerações" e "Dom Quixote de La Perifa" que, segundo a Cooperifa "[...] é uma homenagem a umas cem pessoas importantes da periferia, e pessoas que ajudam a periferia a se transformar em um lugar melhor para viver".
Em dezembro de 2007, lança o CD "Cartão Postal Bomba!", ao vivo.
O lançamento é feito com exclusividade pela internet através do site oficial do artista. GOG apresenta uma nova proposta de negociação, divulgação, distribuição, reforçando assim, a interação com o seu público e toda comunidade, promovendo o discurso conceitual da auto-gestão para debate. Em 2008, CPI da Favela é lançado.
A aproximação com a literatura marginal e os movimentos culturais são essenciais para a sobrevivência do texto e do teor evolutivo do Hip Hop, segundo Gog, que estreita alianças com vários ativistas: Sérgio Vaz, Cooperifa, Férrez, 1daSul, Nelson Maka, Coletivo Blackitude, Alessandro Buzo, Suburbano Convicto e Sacolinha Graduado, entre vários outros. Os movimentos sociais também se aproximam, como MST, MSTL, Ação Educativa passam a ser parceiros de seu trabalho.
Em setembro de 2010 lançou o seu primeiro livro, intitulado A Rima Denuncia, que traz 48 letras de rap de diversas fases de sua carreira.

domingo, 7 de janeiro de 2018

Karol Kolombiana

Stefanie Karoline Ferreira de Freitas, nascida em Campinas, conhecida como Karol , ex- integrante do grupo Realidade Cruel.
Em meados de 2000, Karol inicia sua tragetória na cultura Hip-Hop como MC e Compositora, através do grupo de Campinas Sistema Negro, que sempre foi sua inspiração.
No ano de 2001 passou a ser integrante do grupo Sacramento, (Hortolândia), fazendo vários eventos pela Região e Dividindo Palco com vários nomes do rap como: DBS ea Quadrilha, Sistema Negro, Consciência Humana e Realidade Cruel.
No final de 2004, veio o convite do grupo Realidade Cruel , já que na ocasião houve o desligamento de um dos integrantes.
No Ano de 2007, Karol passa a ser Conhecida através do Lançamento do Álbum (Dos Barracos de Maderite Aos Palácios de Platina ) com a musica O Resgate entre outras, onde em 2012 Ouve a gravação do DVD, e assim vem fazendo diversos eventos por varias cidades pelo Brasil como: Curitiba, Brasília, São Paulo, São Luis, Santa Catarina, Belo Horizonte, Uberlândia, Uberaba entre outras. Assim vem se destacando no cenário do RAP cada vez mais e mais pelo seu talento. Atualmente se dedica ao seu disco solo, intitulado " ALÉM DA ILHA " e na gravação de videos clips como "Colombiana" " Vida que Segue" e com previsão de estreia em junho/2016, "MENINA DE OURO" que narra a luta da cantora através dos anos, com produção de Pablicio Triba da Gáliléia tanto letra como clip, promete uma inovação dentro do cenário nacional.

Realidade Cruel

Realidade Cruel é um grupo de rap brasileiro formado em 1992 na cidade de Hortolândia, interior paulista, sendo os integrantes Douglas e Flagrante com participação de Karol no vocal e DJ Bola 8 nos scratchs.

Em 1998 então o grupo, ainda integrado por DJ Bolha e Keno, recebe a proposta de gravar seu primeiro trabalho pelo selo Face da Morte Produções, que teve o álbum intitulado Só Sangue Bom, lançado em 1999, onde contam com faixas já bem conhecidas pelo público do rap nacional, ressaltando o sucesso "Dia de Visita", música que ficou alguns meses consecutivos em primeiro lugar como música mais pedida nas rádios que apoiam o movimento rap.

Após Só Sangue Bom, o grupo lança Mais Cruel do que Nunca em 2002, e no mesmo ano Entre o Inferno e o Céu. Em 2004, o grupo de Hortolândia, São Paulo, lança o seu quarto álbum, intitulado Quem Vê Cara não Vê Coração, com letras fortes e uma batida inconfundível, que já ganhou um estilo Realidade Cruel de fazer rap, com isso têm conquistado com muito esforço a cena do rap. Seu mais novo álbum, lançado em 2007, chama-se Dos Barracos de Madeirite…aos Palácios de Platina, contendo dois CDs.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Consciência Humana

Consciência Humana é um grupo brasileiro de rap formado em São Paulo em 1990.
É conhecido por letras edgy, que levaram o grupo a receber ameaças de morte da polícia e uma disputa com o ex-capitão da Policia Militar (PM) Conte Lopes, atual deputado do APB.
O grupo foi formado em 1990 na Zona Leste de São Paulo pelos membros de Preto Aplick, W.G.I. e DJ Andermad trainers Group e a Posse DRR. Em 1992, Andermad deixou o grupo e criou o Gang Wild depois que DJ Adriano foi convidado a participar do grupo.
DJ Adriano esteve no grupo há doze anos, entre 1992 e 2004 e foi substituído por DJ Master Jay, ex-membro do Sistema Negro. O mestre Jay durou apenas um ano e depois foi substituído pelo DJ e produtor musical Luis.
Em 1992, o grupo participou da coleção Consciousness Project Rap Brazil, com as músicas "Slave Ship" e "Town Without Law", que começaram a ser tocadas na Radio Metropolitana FM. O grupo lançou seu primeiro álbum em 1994, chamado Sees seus próprios erros, que apresentou músicas de sucesso "It's Time" e "Blood B". Dois anos depois, a CH criou sua própria gravadora, chamada DDR Productions, com a ajuda de Porte Illegal, e lançou a única "Lei da periferia".

No ano seguinte, com seu próprio rótulo, o grupo lançou um segundo álbum intitulado Entre Adolescência e Crime, com "Memórias", "Amigo da infância" e "Viagem". Em 1999, o primeiro video chamado "Entre Adolescência e Crime" foi gravado. Em 2001, três grupos se juntaram: Human Consciousness, The Less Crime e UNEGRO, que deram origem a Men Skulls, que lançou o álbum D.R.R invadindo o sistema.

Em 2003, o grupo foi convidado pelo rótulo fonográfico da Zâmbia para gravar seu terceiro álbum, Agony Hill.
Foi assistido por artistas como Beth Carvalho, Central Faction, The Less Crime e The Soundtrack Ghetto, entre outros.
 O primeiro sucesso musical do grupo menciona nomes militares bem conhecidos em bairros periféricos.
A repercussão das queixas gerou perseguições e ameaças contra os rappers. A Consciência Humana começou a ganhar destaque em 1991 com suas letras focadas principalmente na violência do Estado, mais intensa nos arredores após a ditadura civil-militar (1964-1985).
Foi nesse contexto que a canção "Tá na Hora" foi lançada, que retrata os assassinatos cometidos pela polícia Round Ostensive Tobias de Aguiar (Rota).

Facção Central

Facção Central é um grupo brasileiro de rap, formado na cidade de São Paulo no ano de 1989.
O grupo de rap alcançou enorme repercussão devido ao forte conteúdo de suas letras e até a prisão de seus integrantes após a veiculação do clipe "Isso aqui é uma Guerra".
O grupo foi formado em 31 de maio de 1989, na região central de São Paulo e foi inicialmente integrado por Jurandir e Mag que posteriormente deixaram o grupo, sendo substituídos por Dum-Dum e Eduardo.
De 1997 para 1998 DJ Garga deixou o grupo e Erick 12 o substituiu, mas o mesmo também abandonou o grupo.
 Nascidos e criados em cortiços, os componentes, conviveram desde a infância com violência social, tráfico de drogas, vícios, violência policial, delegacias e presídios.
Um passado violento transformado em fonte de inspiração e traduzido em composições contundentes que relatam a realidade cotidiana das camadas mais baixas da sociedade, além de criticar duramente aqueles que, na visão do compositor, seriam os causadores dos problemas discutidos nas letras das canções.
Ameaças policiais por telefone, censuras de algumas rádios, prisões pelo conteúdo de algumas letras e até mesmo a proibição de veiculação na televisão brasileira do videoclipe "Isso aqui é uma Guerra", considerado pelas autoridades como apologia ao crime, são algumas das consequências decorrentes da postura do grupo, outros exemplos da postura do grupo são o lírico das músicas.
O grupo tem um estilo musical agressivo, violento, as letras do grupo seguem um violento estilo, entretanto racional. O grupo utiliza a linguagem da periferia (gírias) e a linguagem formal. Também é comum utilizar partes de músicas clássicas para iniciarem sua músicas. A religião se faz presente como mediadora, uma metáfora para a violência da Terra, como em "Deus Anda de Blindado" (Uma alusão à música de 1996 do grupo Pavilhão 9, "Se Deus Vier, Que Venha Armado").
Em 1999, o grupo lançou o disco Versos Sangrentos, com batidas fortes e letras de protesto, relacionadas aos temas violência, corrupção, fome, violência policial e a ineficácia do governo.
Ele foi alvo de censura, tendo o disco ido à loja com 15 músicas gravadas e um videoclipe da música "Isso aqui é uma Guerra", que foi acusada e censurada por apologia ao crime.
 O clipe foi ao ar durante seis meses e chegou a passar na MTV, mas logo foi retirado pelo mesmo motivo.
Os integrantes afirmaram que não tinha nenhuma apologia no clipe, pois no final um dos bandidos que assaltaram o banco foi morto, com a mensagem de que o crime não compensa.
Após a censura do videoclipe do grupo no disco Versos Sangrentos, o Facção lançou o álbum A Marcha Fúnebre Prossegue, que inicia-se com uma introdução à notícia da censura, dada em vários telejornais com os dizeres "Rap que faz apologia ao crime, Facção Central", divulgado no Jornal Nacional por Fátima Bernardes. Essa introdução é composta por vários "recortes" de noticiários da televisão brasileira. Após a faixa "Introdução", vem em seguida a faixa "Dia Comum", que conta a história do cotidiano das periferias brasileiras, e, em seguida, a faixa "A Guerra Não Vai Acabar", uma espécie de "carta-resposta" a censura do videoclipe, que inicia-se com uma pesada letra e críticas a promotoria, dizendo "Aí promotor, o pesadelo voltou, censurou o clipe mas a guerra não acabou; ainda tem defunto a cada 13 minutos das cidades entre as quinze mais violentas do mundo", e no refrão da mesma música eles dizem " Pode censurar, me prender, me matar, não é assim promotor que a guerra vai acabar"
Outras críticas seguem no decorrer do álbum e nelas se destacam A Marcha Fúnebre Prossegue, Desculpa Mãe.
 Mais dois discos foram lançados depois de A Marcha Fúnebre Prossegue: Direto do Campo de Extermínio e O Espetáculo do Circo dos Horrores.
No dia 18 de março de 2013, Eduardo postou um vídeo no YouTube informando que, devido a algumas desavenças, não fazia mais parte do grupo.
Sendo assim, deixando claro para os fãs que não irá abandonar o Rap, e ainda vai ter uma longa caminhada nessa estrada, relatando os problemas podres de nossa nação.
O intérprete e compositor Moysés ingressou ao Facção Central logo após a saída de Eduardo, em 2013.
Durante seu período no grupo foram gravadas duas músicas e em pareceria com os Racionais MC's que estavam comemorando 25 anos de carreira se apresentou com Dum-Dum em um show na Zona Leste de São Paulo.
E no dia 4 de agosto de 2014, anunciou seu desligamento alegando: "Minha decisão por sair do grupo foi tomada após eu entender que a forma que eu enxergo a guerra é diferente da forma que o meu mano Dum-Dum a enxerga, cada um tem sua visão sobre a opressão".
 Hoje Dum-Dum carrega o nome do grupo como único responsável pelas atividades desde a saída de Eduardo em 2013.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

De Menos Crime

De Menos Crime foi formado em 1987 no bairro de São Mateus, periferia da Zona Leste de São Paulo.
 Em 1989 passam a fazer abertura em vários shows de rap na região.
Em 1992 entram para o grupo Mikimba, Wagner e Macalé.
Daí o grupo passa a fazer shows em vários campeonatos de skate, juntamente com o grupo Charlie Brown Jr. (o qual participa deste último disco).
O primeiro disco "Na Sua Mais Perfeita Ignorância" só aconteceu em 1995 , quando o grupo se consolidava como um dos preferidos do público do rap.
O reconhecimento veio com um aumento cada vez maior de seu público nos shows.
Deste disco o destaque foi para o clip de "Policiais", que ficou entre os cinco melhores do MTV Awards de 1997, na categoria rap.
O grupo voltou aos estúdios para gravação do segundo disco em agosto de 1998 com um novo integrante, Dj Wlad. O disco foi gravado em Brasília e produzido pelo conceituado Dj Raffa (Cambio Negro, Gog, Baseado Nas Ruas, etc).
Com o título de "São Mateus Prá Vida" teve a participação especial de vários grupos da região de São Mateus como Consciência Humana, U.Negro, Homens Crânios, Fim do Silêncio e Sistema Central Cerebral. "São Mateus Pra Vida" tem como subtítulo Do Barraco Para o Mundo", relata como é ser jovem na pobre e esquecida periferia paulistana, onde "prontos para a guerra, o amanhã nos espera..." Munidos de farta munição verbal, afiada como lâmina, estes rappers "vão à guerra" descarregando seu incoformismo, seja pelo abuso de poder da polícia, ou pela violência explícita que os rodeiam. Traçam um roteiro sincero de suas convicções, sem palavras bonitas ou metáforas, agem como verdadeiros sobreviventes de um estado de guerra social.

Sistema Negro

O grupo apareceu em 1992 com a canção "Mundo Irracional ", que foi apresentada no programa Projeto Rap Brasil do DJ Armando Martins.
Naquele mesmo ano foi gravado o primeiro álbum do grupo, intitulado Ponto de Vista, que tinha também as faixas "Ponto de Vista" e "Mensagens para Otários".
No mesmo ano, o grupo lançou o seu segundo trabalho Bem Vindos ao Inferno.
Esse disco colocou o Sistema Negro no topo das paradas de sucesso, se destacando as faixas "O Poder da Rima", "Bem Vindos ao Inferno" e "Cada um Por Si", que virou hino nos bailes black de São Paulo. Em 1997, o grupo volta com o lançamento do álbum A Jogada Final.
Os destaques deste disco são as faixas "Livro da Vida", que na época era tocada nos seus shows, "Não Seja o Próximo a Morrer", e "Verão na V.R." que fala sobre o dia-a-dia na Vila Rica, periferia de Campinas. Em 2005, é lançado Renascendo das Cinzas, álbum de quatorze faixas com destaque para "Passaporte para o Inferno", "Guerrilha Suburbana" e "500 Anos de Mentiras".
Este disco foi indicado em 2005 para o Prêmio Hutúz na categoria Álbum do Ano.
No dia 5 de abril de 2008, o vocalista Xandão foi encontrado morto no Jardim São José, região Sul de Campinas
. A causa da morte foi a queda de um pontilhão na proximidade de uns prédios da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU).
Em Outubro de 2015, Marca a volta do vocalista DoctorX e a formação original após 15 anos fora do Grupo.
No Dia 01 de Dezembro de 2015 Inicia-se o Projeto do Novo álbum de comemoração aos 25 Anos do Grupo, álbum esse guardado a sete chave e com muita expectativa dos fã, sendo a promessa do melhor projeto de todos.

" MRN" (Movimento e Ritmo Negro)

"Noite de Insônia"... o clássico que marcou uma época mágica.
Grupo MRN fundado em 1989, formado por Nil, Junior e DG.
Marcou muito o começo dos anos 90, os amantes do Rap Nacional levam na memória essa década mágica.

 Da hora esse grupo, ai umas boas musicas do álbum 'Só se não quiser' de 1995: Noites de Insonia, Eles não sabem nada, SL( Um Dependente) , Noite Passada e a também marcante música Charles baby Brown .
Em 1990 faz sua primeira participação na gravação da coletânea de rap Consciência Black 2. Em 1993, aconteceu a segunda participação, o lançamento Algo a Dizer.
Foi com álbum Só se não quiser MRN, que se definiu e apresentou ao grande público.
Em 1998, juntamente com W-Yo, Kid Nice e DJ Loo, Nill lança o primeiro álbum do polêmico grupo Verbo Pesado.
Após algum tempo fora de cena, Nill retorna em 2011 com a música A Vida Como Ela É.
A Volta...
Um dos nomes mais expressivos do rap brasileiro está de volta, M.R.N. em nova formação, a química perfeita você confere no novo álbum. TUDO NOVO D NOVO.
O novo CD, já está batendo forte nos bailes, sendo bem executado na 105 FM entre outras emissoras, recebendo ótima crítica dos veículos especializados, um CD muito aguardado pelos fãs, que veio a altura do público mais exigente do rap nacional.
Inconfundível e verdadeiro, com uma formação de respeito para a alegria dos fãs, chega a notícia!
Usando e abusando da licença poética!
Nos vocais Nill o único remanescente da formação inicial, rimando desde oitenta e nove, um legitimo representante do que os mais jovens costumam chamar de old school (velha escola do rap nacional/Brasil), chega daquele jeito trazendo um velho parceiro o rapper Junior que andou afastado da música, mas, agora retorna com apetite e um vocal implacável, Branco ex-Pavilhão 9 figura emblemática detentor de uma rima incomparável, por fim mantendo a tradição de ter em seu elenco grandes Djs, o M.R.N. completa este time de rimadores com a presença nas pickup´s do Dj SL, integrante do lendário grupo de rap Styllo Selvagem, cujo o criador foi o Junior Blaw, também considerado um dos alicerces do rap nacional. É isso,três nomes tradicionais do rap paulistano, um casting que o próprio tempo se encarregou de juntar, M.R.N. + Pavilhão 9 + Styllo Selvagem = M.R.N. Autentico rap nacional. Pode acreditar!
TUDO NOVO D NOVO é antes de mais nada, um resgate da verdadeira história, a junção do antigo e moderno, um registro histórico,que traz a tona a verdade que muitos preferem não dizer, talvez por medo ou egoismo.
Você quer saber a verdade? Então ouça TUDO NOVO D NOVO! E tire suas conclusões.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Karol Conka

Karoline dos Santos Oliveira (Curitiba, 1 de janeiro de 1987), mais conhecida como Karol Conka, é uma rapper, cantora e compositora brasileira, além de atriz, produtora,modelo e apresentadora, conhecida por suas canções que exaltam a força da mulher na sociedade.
Karoline dos Santos Oliveira nasceu em uma família humilde de Curitiba, e escrevia canções desde criança, não tendo em sua família ninguém ligado a música, somente sua mãe que escrevia poemas. Seu nome artístico surgiu por influência do seu pai, que sempre falava para ela dizer que seu nome era "Carol com K e não com C".
Decidiu passar para o papel, originalmente criando o "Conká"
 Aos 13 anos de idade já participava de concursos de dança contemporânea em sua cidade natal, ganhando alguns deles.
Nesta época já sonhava em ser cantora. Aos 16 anos participou de um concurso escolar de rap e ganhou, e assim decidiu investir e se profissionalizar na área musical. Aos poucos foi construindo a sua carreira, ficando famosa através da internet, onde exibia seus videoclipes.
Após conhecer MC Cadelis e o Cilho, ambos formaram um quarteto chamado "Agamenon", lançando um mixtape com sete canções, onde começaram a ficar conhecidos. Por dois anos se apresentaram no grupo "Upground" com Cadelis, Nairóbi, Mike Fort, São Nunca, Guerra Santa e Nel Sentimentum, promovendo-se com dois mixtape.
Ao iniciar sua carreira como rapper, aos 17 anos, ainda não era famosa, mas já cantava profissionalmente e fazia alguns shows, quando se descobriu grávida dois anos depois. Apesar de ter ficado surpresa, pois não foi planejado, seguiu adiante com a carreira e aos 19 anos deu à luz a um menino a quem batizou de Jorge. Poucos meses depois, separou-se do pai de seu filho.
Karol revela em entrevistas ter sofrido muito preconceito por ser negra, mãe solteira e estar em início de carreira, mas que isso tudo a fortaleceu. Teve de se afastar dos palcos para cuidar do filho, fazendo pequenos shows apenas. Quando o filho completou dois anos, entrou em uma forte depressão, mas após alguns anos de tratamento psicológico, melhorou. Quando o filho completou cinco anos, voltou de vez à vida artística. Solteira, a artista aparece eventualmente na mídia com algum namorado
Após disponibilizar no Myspace algumas músicas soltas, em 2011, finalmente Karol disponibilizou seu primeiro EP intitulado "PROMO". Depois de algumas parcerias, entre elas com o rapper Projota, na canção "Não Falem!", em 2012. ela encontrou Nave, que foi produtor de seu primeiro album "Batuk Freak", este lançado lançado em agosto de 2013, que lhe rendeu hits como "Boa Noite" (presente na trilha sonora do jogo de vídeo-game, "Fifa 14"), "Gandaia" e "Olhe-se".
O som casou perfeitamente com a sua proposta de fazer um rap com sonoridade universal, aliando batidas pesadas a timbres orgânicos, levando influencias da musica eletrônica, funk carioca, dubstep, reggae, r&b, soul e repente.
Em 2013, Karol recebeu sua primeira estatueta na categoria Artista Revelação, no Prêmio Multishow de Música Brasileira. Com o lançamento da canção "Tombei", dois anos depois, em 2015, ela voltou à premiação, vencendo a categoria Nova Canção. A música em questão ainda se tornou tema de abertura do seriado "Chapa Quente", em 2016. No ano seguinte, em 2017, a canção "Bate a Poeira", do seu primeiro disco, se tornou tema da 25ª temporada de Malhação, subtitulada de Viva a Diferença.
Parceira de grandes artistas conhecidos na música nacional, participando de diversos programas da TV brasileira e em propagandas como para a Caixa Econômica Federal, em 2016 e Vôlei Nestlé, em 2017, Karol Conka se consagrou como um dos grandes nomes do ramo de rapper e do movimento feminista no país, fazendo shows no mundo inteiro.
Karol já foi tema de abertura de dois projetos da Rede Globo. Em 2016, sua música "Tombei" foi tema de abertura para a série Chapa Quente, estrelada por Ingrid Guimarães e Leandro Hassum. Onde Karol, apareceu no ultimo episodio cantando. Já em 2017. foi requisitada para regravar sua musica "Bate a Poeira" para ser tema de abertura da vigésima quinta temporada da série de televisão brasileira Malhação, intitulada: Malhação: Viva a Diferença.

Criolo

Kleber Cavalcante Gomes, nascido em 1975, mais conhecido pelos nomes artísticos Criolo ou Criolo Doido, é um cantor brasileiro de rap e soul. Em atuação desde 1989, ele é mais conhecido por ser o criador da Rinha dos MC's.

Criolo começou a cantar rap em São Paulo, em 1989, sendo que até início da década de 2000 era praticamente desconhecido. Trabalhou como educador entre 1994 e 2000. Em 2006, lançou seu primeiro álbum de estúdio, intitulado "Ainda Há Tempo" e fundou a Rinha dos MC's, existente até hoje. Ela abriga batalhas de freestyle, shows semanais, exposições de graffiti e fotografias. No ano seguinte, fez participação no Som Brasil Especial em homenagem a Vinicius de Moraes e foi indicado ao Prêmio Hutúz em duas categorias – "Grupo ou Artista Solo" e "Revelação". Em 2008 recebeu o prêmio "Música do Ano" e "Personalidade do Ano" na quarta edição do evento "O Rap É Compromisso".

No ano seguinte, acabou sendo indicado novamente ao Prêmio Hutúz na categoria "Revelações da Década", onde não saiu vencedor. Participou do filme "Profissão MC", de Alessandro Buzo e Tony Nogueira, e em "Da Luz às Trevas", de Ney Matogrosso. Para comemorar seus vinte anos de carreira, gravou um DVD ao vivo na Rinha dos MC's, que foi posto para venda em 2010, chamado "Criolo Doido Live in SP".

No fim do ano, Criolo lançou um single, com as faixas "Grajauex" e "Subirusdoistiozin" – gravadas em estúdio, com produção de Marcelo Cabral e Daniel Ganjaman – com instrumentos como guitarra, baixo, piano e trompete, dando indícios de uma pequena modificação de seu estilo. Ambas as faixas foram anunciadas como presentes no seu próximo álbum, através do show de lançamento realizado na Matilha Cultural. Poucos dias depois, o videoclipe de "Subirusdoistiozin" foi divulgado na internet, com mais de 6 minutos de duração.

Em 2011 lançou seu segundo disco, Nó Na Orelha, gratuitamente através da internet e mudou seu nome artístico apenas para "Criolo". No disco o cantor diversificou os ritmos de rap com vários outros, como a MPB, funk, soul e blues. Este disco teve excelente recepção pela crítica – inclusive estrangeiras –, levando Criolo a participar do programa "Altas Horas" da Rede Globo e estar no topo dos trending topics do Twitter.

Com o disco, Criolo foi um dos campeões de indicações ao Video Music Brasil 2011 da MTV, sendo indicado nas categorias "Videoclipe do Ano", com "Subirusdoistiozin", "Artista do Ano", "Álbum do Ano" (com "Nó na Orelha"), "Música do Ano" (com "Não existe amor em SP"), e como "Banda ou Artista Revelação". Ele também foi o primeiro confirmado a se apresentar ao vivo durante a premiação, onde cantou a canção "Não existe amor em SP" ao lado de Caetano Veloso.

Em 2014 lançou o disco ''Convoque seu Buda'', que registrou em menos de 24 horas de lançamento 50 mil downloads. Contém participação de Síntese, Juçara Marçal, Daniel Ganjaman, Verônica Ferriani e outros.

sábado, 23 de dezembro de 2017

Racionais MC’s

Racionais MC’s foi criado na periferia da capital paulista no ano de 1988. Nesse mesmo ano, lançou a coletânea “Consciência Black Vol. 1”, quando surgiram os primeiros sucessos do grupo com as músicas “Pânico na Zona Sul” e “Tempos Difícies”. Em suas músicas, os Racionais denunciavam o racismo e a miséria encontrada na periferia da cidade.

O bom relacionamento do grupo com a comunidade levou a Secretaria Municipal de Educação a organizar palestra nas escolas sobre drogas, racismo, violência etc. Em 1992 o grupo lançou o segundo disco ”Escolha seu Caminho”. Em seguida lançou “Raio x Brasil” (1993). As músicas “Fim de Semana no Parque” e “Homens na Estrada”, ambas de Mano Brown, fizeram grande sucesso.

Em 1994, no Rap do Vale, um concerto no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, a apresentação do grupo terminou em confusão e quebra-quebra. Os integrantes foram presos acusados de incitação à violência. Nesse mesmo ano, lançaram a coletânea “Racionais MC’s”. O grupo participou de concertos filantrópicos para campanhas de agasalho, contra a fome e em benefício dos portadores de HIV.

Em 1997, o grupo lançou o disco “Sobrevivendo no Inferno”, pela gravadora Cosa Nostra (do próprio grupo), quando se destacaram as músicas: “Diário de um Detento”, “Fórmula Mágica da Paz”, “Capítulo 4, Versículo 3” e “Mágico de OZ”. Em seguida, entre outros sucessos lançaram: “Nada Como Um Dia Após o Outro Dia” (2002), “Mil Trutas, Mil Tretas” (2006), o primeiro DVD do grupo, “Cores e Valores” (2014) e o single “Um Preto Zica” (2016).

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Dina Di

   Há exatos dois anos, no dia 20 de março de 2010, o cenário musical brasileiro sofreu uma grande perda, Dina Di, cantora e líder do grupo de rap Visão de Rua, faleceu em decorrência de complicações surgidas após uma infecção hospitalar contraída no parto de sua segunda filha. A ainda muito jovem Dina Di, com 34 anos, abandonou o barco desse mundo falido e deixou o rap destronado: se foi sua Rainha. Inquietante uma frase dita por ela na abertura do álbum "O poder nas mãos", de 2008, antecipando e sintetizando o que hoje sentimos frente a sua precoce e evitável morte: "a negligência pode resultar em tragédia".
       Nos últimos tempos eu andei muito imersa na história de vida dessa grande mulher. Lembro de ter ouvido o mega sucesso dela "A noiva de Chuck" nos tempos do colégio e tudo, mas eu não estava, na época, atenta ao significado daquela voz e presença num meio em que se contava nos dedos o número de mulheres. Dina Di desbravou não só o espaço feminino nesse gênero, mas o próprio espaço do rap em nosso país. Se hoje vemos uma cena em franca expansão, cada vez mais profissionalizada e capaz de auto-gerir seus shows e vendas de CD's, é porque algumas figuras construíram a ferro e fogo o lastro da mesma, sem dúvidas Dina Di foi uma delas.
       O primeiro álbum do Visão de Rua, "Herança do vício", de 1998,  trouxe à tona a voz forte da paulista Viviane Lopes Matias, ali já chamada pelo nome que impõe respeito e admiração para quem foi, é ou será amante do rap brasileiro. Trabalhada nas calças largas, tênis, camisetas e se refugiando no vestuário masculino para "infiltrar-se" entre aqueles que detinham o cenário do rap, Dina Di arquitetou sua arte e presença. A inteligência e a estratégia dela me impressionam, foi uma mulher muito refinada que se fez respeitar combinando letras fortes, ousadia e fortaleza como elementos que fundamentaram sua trajetória artística.
Tem uma entrevista muito fera que ela deu para o site Mundo Black na qual a cantora diz que o rap era um espaço sem preconceitos, que ela como mulher não se sentia desmerecida e que a ausência feminina no gênero era apenas uma questão de falta de mulheres que quisessem  encarar algo que ainda estava sendo construído. Por mais que eu faça outra leitura dos problemas enfrentados pelas mulheres em muitos espaços, não só no rap, acho que ela conseguiu desbravar o insólito e fez de sua trajetória, vida e arte um marco para esse movimento musical tão comprometido com as mudanças urgentes do mundo desigual.
      Saúdo e agradeço à Rainha do Rap que ressignificou uma vida cheia de feridas, sem deixar que as suas cicatrizes desfigurassem sua poesia, mas sim a fizesse única. A vida dessa artista foi mesmo uma daquelas que nos faz perguntar: como ela conseguiu superar? Ainda na adolescência teve diversas passagens pela FEBEM, o pai dela, um mestre de obras, morreu engasgado com um pedaço de carne em um buteco, sua mãe, uma camelô, foi assassinada violentamente em sua própria casa com requintes de crueldade inacreditáveis e como ela conseguiu seguir, gente? Esse é o questionamento que me faço constantemente ao lembrar de Dina Di. A resposta ela mesma tratou de nos fornecer na já citada abertura do álbum do Visão de Rua: "Quando a gente sofre uma grande perda é como se ficasse um buraco na nossa existência.
  Por outro lado se eu não tivesse passado o que eu passei, perdido o que eu perdi, eu não teria profundidade como mulher, valeu a experiência". Sinceramente, eu acho pouco chamá-la de guerreira, Dina Di foi mais que isso. Imagina estar imersa na tristeza e conseguir transfigurar isso e ser madura o bastante para perceber as modificações internas que a tormenta fornece?!
A Rainha do Rap cantou a esperança em muitas músicas como em "O poder nas mãos", cantou o amor na linda "É nóis", gritou para quem pudesse ouvir o problema da violência doméstica em "Dormindo com o agressor", cantou toda sua fortaleza em "Guerreira de fé", cantou sua fé em muitos trechos de suas canções como a "O filho pródigo", falou para a juventude acerca da violência urbana em "As coisas mudam", alertou  às jovens acerca das dificuldades enfrentadas por quem encara uma gravidez muito nova em "Marcas da adolescência", também falou dos entraves do mundo para a criação dos filhos na música "Meu filho, minhas regras",  relatou o cotidiano do sistema carcerário feminino em "Confidências de uma presidiária", enfim, Dina Di esteve na linha de frente do rap e da vida.
       Eis uma personalidade que me instiga e inspira, admirar sua arte e a forma com que esteve neste mundo é resultado dos ecos que ela construiu em suas músicas e posicionamentos. Dina Di, Guerreira de Fé, Rainha do Rap, sua voz se foi, mas os ecos dela em sua poesia são eternos. Só podia terminar esse textinho com uma frase dita pelo Helião, também no álbum "O poder nas mãos": "Ela é o máximo, luta, se esforça, tenta melhorar, tem sonhos, fica alegre ou triste por causa do amor, se não estivesse aqui, algo estaria faltando no rap, que o objetivo seja ação: Dina Di".
(Texto extraído do blog de Andressa Marques...Blogueira Tardia.)

Sabotage

Mauro Mateus dos Santos (São Paulo, 3 de abril de 1973 — São Paulo, 24 de janeiro de 2003), mais conhecido pelo seu nome artístico Sabotage, foi um cantor, compositor, rapper e ator brasileiro. Mauro, pai de 3 filhos, nasceu na Zona Sul de São Paulo, onde, depois de ter sido assaltante e gerente de tráfico, encontrou a saída no rap, entrando na música e percebendo o seu verdadeiro dom. A origem do apelido Sabotage deu-se por estar sempre conseguindo burlar as leis com tremendo êxito, como entrar em bailes, festas e boates sem permissões, e saindo ileso de inúmeras confusões.
Considerado uma lenda na Zona Sul, ele inspirou vários rappers, como Rhossi, Pavilhão 9, além de ter ensinado Paulo Miklos como ser um digno malandro, no filme "O Invasor", de Beto Brant, com quem escreveu até uma música. Sabotage fez um único disco solo, o Rap é Compromisso!, e participou de vários CDs com o RZO, SP Funk e outros.
Em 2016, 13 anos após sua morte, o álbum que leva o mesmo nome do cantor foi lançado no serviço de streaming Spotify. Nele estão diversas canções feitas na semana em que o rapper foi assassinado.
Também fez parte de dois filmes, o já citado "O Invasor", e o premiado "Carandiru", além de ter recebido vários prêmios, como personalidade, revelação e outros no Hútus, o grande festival de premiação de rap no Brasil. Morreu com 4 tiros pelas costas em 24 de janeiro de 2003. Vale ressaltar que Sabotage era o próprio compositor e cantor de suas músicas. Ele foi enterrado no cemitério do campo grande no dia 25 de janeiro de 2003. Em toda sua carreira, compôs dezenas de trabalhos e alguns deles se tornaram uma espécie de hino para jovens da periferia. Para muitos, Sabotage é uma rica expressão da constante luta que o pobre enfrenta diariamente para viver dignamente e isso fez com que vários outros artistas usassem suas obras como samples, colagens e scratches de seus trabalhos.
Durante a adolescência, Mauro foi interno da antiga FEBEM (atual Fundação Casa) e traficante na Zona Sul de São Paulo.
Com a convivência junto ao crime na favela do Canão, ele acabou sendo indiciado duas vezes em 1995, uma por porte ilegal de arma, outra por tráfico de drogas. No final de 1998, mudou-se para o complexo Vila da Paz, onde, segundo a polícia, montou uma boca de fumo com o colega Durval Xavier dos Santos, o Binho. O problema era que já existia nas proximidades do local outro ponto de tráfico, desencadeando uma guerra entre as facções, acirrada após os dois assassinarem Euclides Menzes Pessoa, chefe da facção rival, em 1999.
Após a morte de Euclides, Sirlei Menezes da Silva assumiu o grupo e indicou Nivaldo Pereira da Silva, conhecido como Caçapa, como segundo na hierarquia da quadrilha. No ano seguinte, Sabotage se mudou para a favela do Boqueirão com o intuito de fugir da guerra. Binho continuou, tendo sido preso em 2002, mas em 14 de outubro do mesmo ano foi morto no Cadeião de Pinheiros 3 em um acerto de contas. E como suposta vingança a isto, Sabotage teria executado Denivaldo Alves da Silva, conhecido como Vadão, que era segurança de Sirlei, em 9 de janeiro de 2003.
Em outra represália, 15 dias depois, Sirlei, acompanhado de Bocão e o irmão de Vadão, assassinaram Sabotage. Um mês após o crime, Bocão foi morto.
Quando era menor se via naquela música "O Meu Guri", de Chico Buarque e se imaginava cantando. Em 1985, ele escreveu uma música e ensaiou, mas só pra ele mesmo. E usava o solo de uma música do Leo Jaime, pra cantar a sua rima em cima. Ouvia Afrika Bambaataa, Barry White. Dentre todos esses artistas ele se identificou muito com Barry White porque, como ele, Sabotage também perdeu seu irmão para o crime. Desde pequeno tinha mania de andar com um caderninho pra escrever música. As pessoas diziam:
"Meu, você é louco! Vai puxar uma carroça, pegar um papelão, jornal, levar um dinheiro pra casa."
E depois de ter sido reconhecido como rapper, elas se desculpavam: "Meu, eu não devia ter te falado aquilo." Sabotage sempre fez rimas, mas ele nunca se revelava musicalmente pra ninguém.
Aí em 88, 89, começou a se inscrever em concursos de rap. Num deles, no salão Zimbabwe, conheceu Mano Brown e o Ice Blue, ambos do Racionais MC's, que ficaram principalmente impressionados com performance dele. Nesses concursos você não podia ser muito contundente nas letras, mas na sua apresentação, Sabotage cantava uma música totalmente fora dos padrões do concurso, chamada "Na City".
E a galera não acreditava que aquele moleque tinha feito a música.
E foi com o grupo RZO (Rapaziada Zona Oeste), que, aliás, é conhecido por revelar talentos para o público fora do rap, Negra Li, por exemplo , que Sabotage viu seu trabalho repercutir no rap nacional especialmente após a gravação de várias músicas e vídeo clipes, bem como a apresentação destes em shows. Na sequência, Sabotage gravou seu primeiro e único disco solo, intitulado "Rap é Compromisso", gravado pelo selo Cosa Nostra, o mesmo que lançou o disco "Sobrevivendo no Inferno", dos Racionais MC's.
O lançamento do seu primeiro álbum e as participações em shows, sobretudo nos do RZO, renderam ao rapper o convite para atuar em filmes do cinema nacional e, com isso, ter seu trabalho apreciado e reconhecido por um público ainda maior. Ao todo, foram dois os filmes em que Sabotage fez atuações: "O invasor", de Beto Brant, e "Carandiru", de Hector Babenco. No filme "O invasor", Sabotage fez parte da equipe do filme desempenhando três funções distintas.
Participou da trilha sonora com cinco músicas (sendo três inéditas), serviu de consultor de "cultura da periferia" para moldar o personagem Anísio, interpretado pelo titã Paulo Miklos, e ainda por cima atuou no filme, interpretando ele mesmo, em uma cômica cena em que o personagem Anísio o apresenta para seus clientes "pedindo" um dinheiro para ele gravar seu CD. Já no filme "Carandiru", ele encarnou o personagem Fuinha e gravou uma das músicas da trilha sonora. Fez várias participações como na música "Dorobo" do BNegão; "Nem Tudo está Perdido" do Posse Mente Zulu; com Rappin' Hood; "Black Steel In the Hour of Chaos" com a banda Sepultura; com Helião, Sandrão, Negra Li, Negro Útil, KL Jay em Piri-Pac; com Jacksom, Trilha Sonora do Gueto e Z'África Brasil em "Giria Criminal"; e com Charlie Brown Jr. em "A Banca", "Marginal Alado" e "Cantando pro Santo".
 Um álbum póstumo está para ser lançado em 2010.
O músico fez sua estréia cinematográfica em O Invasor, do diretor Beto Brant. "Ele viu um vídeo em que eu cantava com o grupo RZO. E ele pensou 'esse cara é louco'". Mas a insanidade pareceu lógica para o diretor de Ação Entre Amigos e Os Matadores, que convocou Sabotage para uma entrevista. Durante a conversa, Brant apresentou o músico a Paulo Miklos, cantor do Titãs que encarnou Anísio, o protagonista de O Invasor. "Eu não conseguia parar de rir da cara dele!", diz Sabotage. Apesar da descontração, o rapper fez questão de palpitar no roteiro da produção, apontando erros em relação à vida na periferia. Acabou consultor técnico e "treinador" de Miklos na área de fala e gírias. O roteiro da fita foi escrito por Brant e Renato Ciasca em parceria com o autor do livro O Invasor, Marçal Aquino.
Para Sabotage, Aquino reflete com perfeição o dia-a-dia da periferia. "Ele não esconde nada, eu acho isso muito bom.
Eu li aquele livro dele, o Faroestes e é veridicão. Aquela placa com os tiros na capa...", contou, lembrando que o escritor é também uma inspiração. "Eu quero chegar à idade dele do jeito que ele é. Eu chamo ele de garotão. Ele é ligado, comenta as coisas que viu. Por isso faz os livros daquele jeito."
O cantor, agora convertido a ator, passou a integrar o meio do cinema. Durante as filmagens de O Invasor, Brant teve a prova da influência que o rapper tem na periferia. "O Beto me falou: 'Sabota, aqui no mesmo lugar onde nós fizemos este filme, já me levaram todo o equipamento antes'. Porque é assim: a periferia sabe quem está explorando ela." Hector Babenco – diretor de Carandiru (baseado no livro de Dráuzio Varella, Estação Carandiru) veio a conhecer Sabotage durante as filmagens de O Invasor, o diretor comentou com Brant sobre um preso, condenado a 29 anos de cadeia, o Velho Monarca.
Com a descrição, descobriram que ele era tio de Sabotage. "A mesma idade que eu tenho aqui [29 anos], ele vai passar lá [na cadeia]", lembra o rapper. Contato estabelecido, ficou determinado que o artista interpretaria o personagem Fuinha, além de cuidar de músicas para a trilha sonora do filme e do making of . E a parceria com Babenco foi além, gerando, inclusive, uma música. "Imagina ele falando pra mim 'águas turvas', com aquele espanhol! Pra pôr isso numa rima foi foda, mas ficou muito classe!." Em Carandiru, Sabotage também voltou a atuar como consultor técnico. Foi ele quem conseguiu os figurantes para as cenas que exigiam um número grande de pessoas.
Era manhã do dia 24 de janeiro de 2003, em frente ao número 1877 da avenida Abrão de Morais, no bairro Saúde, perto de sua casa, Zona Sul de São Paulo, quando Sabotage levou sua mulher, Maria Dalva da Rocha Viana, ao ponto de ônibus. Na despedida, disse à esposa que iria para o Fórum Social Mundial de 2003, em Porto Alegre. Após entrar no carro, segundo testemunhas, foi abordado por um traficante que disparou quatro vezes. Sabotage foi atingido com dois tiros na coluna vertebral, enquanto os outros dois atingiram sua mandíbula e sua cabeça.
O rapper foi encontrado ao lado de seu carro, às 5h50.
Ao seu lado foi encontrada uma máscara preta. Ele chegou a ser reanimado por 30 minutos no Hospital São Paulo, mas, devido ao estado considerado gravíssimo, não resistiu. Especulações sobre o assassinato apontam várias causas. Entre elas, o envolvimento do rapper com o mundo do crime como uma possível razão para o ocorrido. Seus amigos e familiares, no entanto, não concordam com essa hipótese, visto que Sabotage desistiu da bandidagem 10 anos antes de sua morte. O enterro ocorreu no dia 25 de janeiro de 2003, onde a esposa do rapper, Dalva, não permitiu a entrada da imprensa.
"Sabota", como também era chamado, nunca escondeu de ninguém seu envolvimento com os atos ilícitos no passado de sua vida. Em depoimentos à Revista MTV de agosto de 2002, o rapper alegou:

"Moro na favela desde os 2 anos e, dos 8 aos 19, andei no crime que nem louco. Saí por causa de Deus, porque polícia não intimidava, tapa na orelha só deixa a criança mais nervosa".
Sabotage estava em uma fase tranquila de sua vida e não possuía inimigos quando foi morto.
Na comunidade do Boqueirão, no bairro Jardim da Saúde, em São Paulo, Sabotage viveu os últimos três anos de sua vida com seus filhos, Wanderson do Santos e Tamires do Santos.
O julgamento do assassino de Sabotage estava previsto para iniciar em 28 de abril de 2010, aproximadamente 7 anos e 3 meses após o acontecimento. No entanto, ele acabou sendo adiado para 12 de julho pela ausência de uma testemunha imprescindível pela acusação, segundo a juíza Fabíola Oliveira Silva. O processo foi reiniciado na data prevista, então contando com todos os integrantes necessários. O julgamento durou dois dias, com Sirlei Menezes da Silva defendendo-se das acusações negando a morte de Sabotage, alegando torturas e colocando a culpa no Primeiro Comando da Capital, o PCC. A defesa questionou as provas e a conduta da polícia, obtendo como réplica a acusação de que Sirlei fez uma festa para comemorar o assassinato do "inimigo". Aproximadamente às 17h30 de 13 de julho, o júri se reuniu para decidir se condenava ou absolvia o réu. Às 18h, o resultado se tornou público: Sirlei Menezes da Silva foi condenado a 14 anos de prisão.

domingo, 17 de dezembro de 2017

Filosofia de Rua

Filosofia de Rua é um grupo brasileiro de rap e hip hop alternativo. Iniciou suas atividades em 1991, tendo interrompido as mesmas em 2010, e retomando-as em 2015.
O Filosofia de Rua foi formado em 1991 por Ugli C.I.e DJ Man. No mesmo ano, participaram da coletânea Movimento Hip Hop, que foi sucedida pelo álbum de estreia, chamado Valeu a Experiência!, de 1994.
Em 1996, veio o segundo trabalho, intitulado Da Rua, que trouxe o sucesso "Histórias do Coração". O videoclipe desta música permaneceu por longo tempo na programação da MTV. Em 1999, foi lançado Remixes, que como o próprio nome já diz, um disco com remixes das canções mais famosas até então, além da música inédita "A Banca é Nossa". Em 2000 foi lançado em vinil o single "As Histórias Continuam...", e em 2005 veio o último trabalho do Filosofia de Rua, chamado Unificação.
 Após o lançamento, o grupo se desfez.

Em 2009 os mesmos integrantes do primeiro álbum (com a exceção de MC Don) se reuniram para decidir a volta do grupo. Esta foi selada com o lançamento da música "Malandro e não Ladrão", de fevereiro de 2010.

Discografia
Álbuns de estúdio
1994 - Valeu a Experiência!
1996 - Da Rua
2005 - Unificação
2010 - D Volta ao Jogo